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Soberania espacial passa por controle de infraestrutura crítica

BRPosted 31 Oct 2026Remoteplaintext_31

Soberania espacial passa por controle de infraestrutura crítica - Abrasat Skip to content Sobre Quem Somos Diretoria Associados Estatuto Atas Afilie-se Satélite História Tecnologia Os Tipos Aplicações Mercado No Brasil No Mundo Novidades Clipping Documentos Contato Assine Nossa Newsletter Receba gratuitamente os conteúdos exclusivos produzidos pela nossa equipe de curadores. Futurecom 2026 Soberania espacial passa por controle de infraestrutura crítica Posted on 14/10/2026 20/10/2026 by Abrasat 14 out A soberania espacial brasileira depende da capacidade de preservar comunicações críticas, reduzir dependências tecnológicas e desenvolver competências nacionais. O tema foi discutido no painel “Satélites, soberania digital e resiliência das comunicações críticas”, realizado durante a Futurecom 2026, em 7 de outubro, com participação de Vinícius Caram, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Eduardo Takafashi, do Ministério das Comunicações (MCom); Leandro Gaunszer, do Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD); e Sérgio Mauro Maia, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat). A moderação foi de Mauro Wajnberg, também da Abrasat. Um dos pontos de convergência foi que soberania não significa necessariamente fabricar todos os componentes de um satélite no Brasil. O desafio é garantir alternativas tecnológicas, capacidade de decisão e domínio de competências estratégicas, reduzindo vulnerabilidades em uma infraestrutura essencial para as comunicações. Para Vinícius Caram, uma parcela das comunicações críticas precisa permanecer sob controle estatal. O representante da Anatel também destacou a importância do acompanhamento regulatório das infraestruturas satelitais, incluindo questões relacionadas a comando, controle e instalação de gateways no Brasil. A diversificação de operadores, a coordenação internacional para o uso das órbitas e a sustentabilidade espacial também integram essa agenda. SGDC-2 e desenvolvimento tecnológico Eduardo Takafashi ressaltou que a soberania depende de alternativas para evitar a concentração em uma única tecnologia ou fornecedor. No caso dos satélites, além de ampliar a conectividade em regiões remotas, os satélites podem funcionar como alternativa quando outras redes falham, contribuindo para a resiliência das comunicações. O representante do MCom também apontou a transferência de tecnologia prevista no projeto do SGDC-2, novo satélite brasileiro de telecomunicações em estudo, como uma oportunidade para desenvolver competências nacionais e reduzir dependências externas. Já Leandro Gaunszer, coordenador do Comitê de Espectro Terrestre e Não Terrestre do IBTD, defendeu a identificação dos elos críticos da cadeia de valor dos satélites e o desenvolvimento de tecnologias estratégicas. Entre as áreas com potencial para ampliar a participação brasileira estão software, integração de sistemas, patentes e capacidade de desenvolvimento. Para Gaunszer, a construção dessa base tecnológica exige planejamento de longo prazo, mapeamento das competências existentes e políticas que estimulem investimentos. A estratégia não depende da fabricação integral de equipamentos, mas da capacidade de desenvolver conhecimento próprio nos segmentos considerados estratégicos. Sustentabilidade orbital e neutralidade tecnológica Sérgio Mauro Maia, presidente da Abrasat, chamou a atenção para os impactos econômicos dos detritos espaciais e os desafios associados à expansão das constelações de satélites em órbita baixa (LEO). O tema reforça a necessidade de coordenação internacional e de medidas que contribuam para a sustentabilidade das operações espaciais. A Abrasat também defende a neutralidade tecnológica, com regras que sejam orientadas pelos resultados proporcionados ao usuário, e não pela tecnologia empregada para alcançá-los, independente de empregar fibra, satélite, rádio, ou qualquer outro meio. O país precisa de todos os meios disponíveis para

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